CONCURSO PARA O CENTRO JUDICIÁRIO DE CURITIBA – MEMÓRIA

Propor uma arquitetura para o Centro Judiciário de Curitiba torna-se um desafio mais interessant quando temos a nobre tarefa de reeditar o edifício da penitenciaria existente.
Trata-se, portanto, de pensar a nova edificação como um “anexo”; edifício hierarquicamente secundário em relação ao prédio restaurado.

A estratégia de implantação segue assim a intenção de reduzir a volumetria da área a ser construída através de um cuidadoso tratamento de escalas; pensando o edifício histórico como ponto central ser focado.

Para isto, o caminho que adotamos foi a inversão de escalas volumétricas onde se distribui o extenso programa de grandes áreas emoldurando com sua base o edificio preservado. Estes volumes ritmado interligados pela plataforma criam o “pano de fundo” desejado. Nota-se que a nova topografia não só enriquece a relação do edifício com o entorno mas evidencia sua horizontalidade.

Assim sendo, não se tratou simplesmente de restaurar o existente mas, requalificar toda aquel paisagem readequando-a ao merecido caráter representativo; condição evidente na apreciação do espaço arquitetural implantado.

A leitura dos cortes gráficos apresentados, demonstra a cuidadosa implantação onde foram consideradas as determinantes físicas do desnível do terreno e da curva de insolação. Percebe-se que as condições de ventilação e iluminação naturais assim como as outras variáveis de conforto ambiental foram consideradas na concepção do partido arquitetônico adotado.

A solução apresentada atende com sua racionalidade construtiva a necessidade de espaços que permitam flexibilidade de lay-out. A intenção de viabilizar uma obra que possa ser executada em etapas, de forma racionalizada, com custos satisfatórios e facilidade de manutenção nos levou a adotar um sistema construtivo modular, em estrutura metálica com vigas casteladas sob lages tipo “steel-deck”. Seu dimensionamento segue o multiplo divisor das peças metálicas existentes no mercado. As instalações prediais são distribuidas pelos espaços entre forros descendo pelas galerias técnicas locadas junto às caixas de circulação vertical e áreas molhadas.